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A Aromaterapia

A aromaterapia é uma arte e uma ciência que utiliza óleos essenciais extraídos de plantas e flores para curar, mas também melhorar o bem-estar emocional e espiritual. Os óleos essenciais contribuem para a cura vibracional, já que funcionam como portadores da energia vital universal. Podemos dizer que eles correspondem à “alma” da planta, entidade abstrata que interage com a nossa energia.

De fato, pesquisas realizadas desde o século XX mostram que moléculas presentes nos óleos essenciais possuem composições químicas que favorecem a saúde e o equilíbrio de nosso organismo. O mais interessante é que a estrutura de um óleo essencial é complexa e nunca possui uma única propriedade terapêutica, possibilitando, assim, sinergias que permitem um grande potencial de individualização do tratamento terapêutico.

A fito-aromaterapia é o método terapêutico mais antigo do mundo! Ela sempre existiu, já que as plantas nunca deixaram de ser utilizadas como plantas condimentares, medicinais e ritualísticas. Uma excelente medicina natural e de terreno, já que visa trazer equilíbrio para o organismo de maneira global.

A arte da Aromaterapia pode ser em alguns momentos inspirada por nosso Saber ancestral, aquele que está em nossas memórias e que pode nos levar a muitas curas! Para isso é preciso viajar em si mesmo e escutar o seu corpo, compreender o que o desequilíbrio que se apresenta tenta expressar.

A dor no corpo nos fala da ferida na alma... 

 

Apesar de todo o progresso da ciência, ainda temos muita dificuldade de manter a nossa saúde física e psíquica em equilíbrio. Permanecer mais tempo em vida nem sempre significa que estamos com saúde. Além de todas as mazelas que podemos encontrar no nosso corpo físico, manter-se com equilíbrio emocional tem sido um grande desafio para a humanidade. Segundo a OMS, a depressão é a nossa maior batalha atual e futura, em termos de saúde. Parece que algo de muito importante foi esquecido ao longo desse caminho que percorremos até aqui.

O equilíbrio que aqui falamos só nos é oferecido quando cuidamos do Ser como um todo: o físico, o emocional, o mental e o energético. A aromaterapia é holística! Isto porque leva em conta a globalidade do Ser, indo ao encontro do corpo, da mente e da alma!

Mas como imaginar que o perfume de uma flor, de uma folha, possa melhorar o humor e, ao mesmo tempo, tratar um resfriado? Os princípios ativos dos óleos essenciais são muitos e variam não somente segundo a planta, mas também em relação à posição geográfica, o tipo de solo, clima e época de colheita.

A estrutura química do óleo essencial e as moléculas que o compõem vai nos ajudar a fazer a escolha para cuidar de um ou outro distúrbio. O adjetivo essencial utilizado para diferenciar os óleos voláteis dos óleos gordurosos expressa maravilhosamente bem a maneira como essas substâncias sempre foram entendidas: como a quintessência. Quinta essência, que os Alquimistas adicionam aos quatro elementos.

As duas vias mais importantes para utilização dos óleos essenciais são a pele e o olfato.


Via cutânea

A pele é o maior órgão do corpo humano e representa 16% do nosso peso! Possui vasos sanguíneos e linfáticos que a torna responsável por sensações como o toque -já que possui terminações nervosas – e variações de temperatura -, além de muitas outras proteções.

É a fronteira física que delimita o Eu e o Outro.

Quando aplicamos um óleo essencial na pele, este age localmente para em seguida ser absorvido. Seus princípios ativos penetram o sistema linfático e a corrente sanguínea, que o distribui para todo o corpo.

Em uma primeira análise, os óleos essenciais são escolhidos para um determinado tratamento de acordo com suas respectivas composições químicas, indicadas para um diagnóstico em específico.

Assim, quando fazemos uma massagem ou colocamos uma gotinha nos punhos, a substância segue uma rota inteligente a partir de suas propriedades químicas em particular, mas também reage com quem nós somos.

Vale dizer, a frequência gerada a partir desta reação irá interagir com nossa própria vibração, isto é, estes mesmos princípios irão agir em função desta complexidade do Ser.

Cada pessoa é única, cada organismo é especial.


Via olfativa

O olfato é o nosso sentido mais primitivo e está relacionado com o nosso cérebro primitivo ou Reptiliano, composto de tecido olfativo. Logo depois dele se desenvolveu o cérebro límbico ou emocional. Os estudos mostram que, provavelmente, essa evolução foi a partir da função de interpretação de cheiros. Experiências e sentimentos ligados a um cheiro ou odor são memorizados com muito mais facilidade e profundidade que aquelas vistas ou ouvidas.

Com a via olfativa podemos instintivamente trazer à tona o que seria imperceptível para os outros sentidos. Isto porque através dos neurônios olfativos, uma molécula de Óleo Essencial vai desencadear uma cascata de sinais bioquímicos

Os óleos essenciais contêm muitas substâncias que podem servir de comunicação olfativa para os humanos, e se propomos uma substância capaz de levar uma mensagem de amor, isso é com certeza muito benéfico!

Além disso, possuem feromônios vegetais que são extremamente positivos para resgatar o equilíbrio emocional e harmonizar a mente.

Respire, não pire!

 

 

Um pouco de história

 A história da aromaterapia remonta a milênios

Nos tempos antigos, os homens queimavam resinas, plantas e madeiras para purificar os lugares, a si mesmo ou para conversar com o invisível. Em todos os cantos do planeta, tanto nos povos ditos primitivos como nas mais antigas civilizações, os historiadores encontraram registros de extração de óleos essenciais. No Oriente médio, há registros de funcionamento de destilarias primitivas há mais de cinco mil anos.

Textos de quatro mil anos foram descobertos na Mesopotâmia atestando que durante a Civilização Acadiana, fabricavam bálsamos, pomadas e águas florais a partir dos óleos essenciais.

 Na Idade Média, a utilização de plantas medicinais era reservada ao clero, por isso os profanos, homens e principalmente as mulheres que detinham o conhecimento das plantas foram perseguidos e acusados de bruxaria. Mas apesar do risco que corriam de serem queimados vivos, muitos persistiram no interesse pela medicina através das plantas aromáticas.

Assim, os Alquimistas a procura do Elixir da vida eterna, continuaram a destilar e estudar os Óleos Essenciais. Apareceram então, os álcoois com plantas medicinais, a aqua vitae e as panaceias, como a água de alecrim ou de melissa, utilizados como remédios durante muito tempo.

Paracelso, talvez o maior alquimista de todos os tempos, foi o primeiro a escrever sobre os componentes dos Óleos Essenciais. Os Árabes, que detinham o perfeito conhecimento do procedimento de destilação, deixaram um precioso manuscrito, o Canon medicinae, que serviu de base para a medicina ocidental, onde é ensinado a arte de curar com os Óleos Essenciais.

 

Na Europa do século XVII

Acreditava-se nessa época que o contato com a água podia ser nefasto e os perfumes serviam, portanto, para tirar o mau cheiro.

A partir desta necessidade, na Itália e na França, a utilização de óleos essenciais para fabricar cosméticos e remédios cresceu com notória rapidez. Especificamente Veneza, na Itália e Grasse, na França se tornaram cidades referência na comercialização de Óleos Essenciais e perfumes.

 

A aromaterapia moderna

Bem mais recente, no início do século XX, notórios pesquisadores como Chamberland, Cadéac e Martindale, desenvolveram importantes estudos que demonstraram que os óleos essenciais possuem evidente poder antisséptico, decorrente das poderosas características antibacterianas das plantas.

O químico francês, René Maurice Gattefossé, pioneiro da perfumaria moderna foi um grande percursor dos óleos essenciais, ele criou o termo “aromathérapie”.

Um grave acidente ocorreu em seu laboratório e queimou gravemente sua mão, quando ele teve o reflexo genial de mergulhá-la em um recipiente cheio de óleo essencial de lavanda. Instantaneamente aliviado, observou que seu ferimento se curava com incrível rapidez. Surpreso pelo resultado, ele decidiu estudar os óleos essenciais e suas propriedades, concluindo que estes poderiam ser antissépticos mais eficazes em comparação aos seus correspondentes sintéticos.

Mais adiante, Dr. Jean Valnet, médico cirurgião do exército francês, trouxe novas descobertas às pesquisas utilizando óleos essenciais no tratamento de soldados feridos na guerra.

Dr. Valnet foi um grande pesquisador dessa medicina. Em 1964 publicou seu livro, importante legado da aromaterapia, denominado “Aromathérapie”. Foi o primeiro livro dedicado ao público em geral, que tornou possível e fácil a utilização dos óleos essenciais, incentivando, assim, a utilização da aromaterapia como uma medicina natural para toda a família.

O “Collège de phyto-aromathérapie”, criado por ele em 1981, levou todo o conhecimento adquirido através de vários estudos – inclusive os que foram feitos a partir do “aromatogramme” (antibiograma feito com óleos essenciais ao invés de antibióticos), para todas as áreas da saúde: médicos, farmacêuticos, dentistas, veterinários, biólogos, fisioterapeutas, etc.

No entanto, apesar de sua incontestável eficácia, a aromaterapia não recebeu dos médicos o seu devido reconhecimento.

A concorrência dos laboratórios de produtos químicos de síntese, financeiramente muito mais poderosos, somada à preocupação com o uso indevido dos óleos essenciais – em razão da carência de informação sobre as diferentes propriedades de uma mesma espécie de planta -, são algumas das razões que desfavoreceram o crescimento da aromaterapia nessa época.

 

Atualmente

Médicos como como Duraffourd, Lapraz, Hervincourt, Belaiche; pesquisadores e doutores em farmácia de altíssimo nível como Franchome e Dominique Baudoux, comprovam a reputação, a eficiência e riqueza extraordinária dos óleos essenciais

 


Formas de extração dos óleos essenciais

Existem alguns procedimentos que podem ser utilizados para extrair as substâncias aromáticas das plantas.

Para os óleos essenciais esse procedimento é delicado, pois o objetivo é de recuperar a parte mais sutil e frágil do vegetal, e isso sem alterar a sua qualidade.

 

Apresentamos aqui duas técnicas mais utilizadas

Destilação a vapor: 

 A mais antiga forma de destilação, transmitida pelos Árabes na Antiguidade. Esta técnica foi aperfeiçoada na França pelo “povo de Grasse”, que, no século XIX, se tornou a capital mundial do perfume.

Esse procedimento tradicional utiliza um alambique e extrai o óleo essencial com o vapor da água, que se resfriando, se separa do óleo essencial em razão das diferentes densidades dos dois líquidos.

Da água que resulta dessa separação, nasce uma excelente terapia aromática que chamamos de Hidrolaterapia, que consiste na utilização do hidrolato, muito utilizada na pediatria pelos aromaterapeutas.

Prensagem a frio:

 Consiste em romper as “bolsas” de essências das cascas de frutas cítricas, esmagando-as com uma prensa hidráulica até expelir todo Óleo essencial dela.

 

 

Critérios de qualidade dos óleos essenciais

Com a chegada da era industrial, os laboratórios começaram a se interessar pelos componentes dos óleos essenciais e passaram a “copiá-los”, aparecendo assim, os primeiros aromas sintéticos.

Os aromas artificiais, podem enganar nosso cérebro e, muitas vezes, são utilizados para influenciar nossas escolhas.

Hoje em dia estão presentes em quase tudo, do perfume de carro novo ao cheiro de pão saindo do forno. Tratam-se de poderosas ações de vendas, na maioria das vezes oculta aos nossos olhos.

Vale observar que eles contribuem para o aumento de alergias. Esses aromas artificiais, ou essências, não tem nenhum efeito terapêutico.

A aromaterapia não é “cheirinho”!

 


Para a sua segurança

Quando for comprar óleos essenciais preste atenção e verifique se eles são 100% puros e naturais e se informe sobre os dados a seguir

Certificação botânica: Deve ter o nome da planta com o gênero e espécie.

Origem geográfica: O nome do país ou de uma região traz informações sobre o biotipo e características de sua composição bioquímica.

O modo de cultura: Informa se a planta for selvagem ou cultivada em modo orgânico ou tradicional.

A parte da planta destilada: A composição bioquímica também depende da parte que é destilada: flor, folha, raiz, casca.

O modo de extração: Vapor, prensagem, co2, etc.

 

 

Precauções na utilização dos óleos essenciais 

Por precaução nunca utilize óleo essencial nos três primeiros meses de gravidez, salvo se orientada e mediante supervisão de um profissional aromaterapeuta.

As crianças de menos de 30 meses também devem receber atenção particular na utilização de óleos essenciais.

Depois de usar um óleo essencial em massagem, lave as mãos.

Nunca injetar óleo essencial por via intravenosa ou intramuscular.

Utilize óleos essências 100% puros e naturais.

Não deixe os óleos essenciais ao alcance das crianças.

Pessoas com tendências alérgicas devem fazer um teste antes de utilizar óleos essenciais.

Nunca aplicar óleos essenciais nos olhos, nariz, conduto auditivo, mucosas e genitais.

Em caso de absorção ou instilação acidental, tomar ou aplicar um óleo vegetal para diluir o óleo essencial, como por exemplo o azeite. Em seguida procure um médico ou pronto socorro.

O óleo essencial de hortelã pimenta não deve nunca ser aplicado em todo, ou grande parte do corpo, em razão da reação de frio que ele provoca. De maneira alguma, mulheres grávidas, amamentando ou crianças de menos de 30 meses devem utilizá-lo.

 

 

Conservação dos Óleos Essenciais

Os óleos essenciais devem ser conservados em temperatura que varia entre 5°C e 35°C

O vidro deve ser colorido ou em alumínio e deve estar sempre bem fechado para evitar a evaporação.

De maneira geral eles podem ser conservados durante pelo menos 5 anos.

 

 

Atenção!

Com os nossos conselhos sobre a arte da aromaterapia, não temos intenção de substituir a medicina tradicional, indispensável para se obter um diagnóstico.

Os riscos e efeitos colaterais decorrente do uso de óleos essenciais existem, e não podemos afirmar que a tolerância é de 100%.

Por isso, em caso de efeitos indesejáveis, interrompa o tratamento e procure o seu aromaterapeuta.

A aromaterapia não é uma panaceia que vai atender a todos. A escolha dos óleos essenciais é muito importante para um bom resultado e para isso nada melhor do que ser acompanhado por um profissional.